Cheirava ao amor intenso que ela me tinha dado desde o primeiro dia, desde a terceira vez que trocamos olhares, desde o primeiro toque, o primeiro oceano de lágrimas que ela fez correr pela sua face, suave e macia, das suas mãos de pele meio-estragada, dos seus olhos cor de tronco de àrvore de pouca idade.
- Bom dia amor. Olha, fiz o pequeno almoço, espero que gostes. Se não gostares podes ir comer fora. Mas eu vou contigo... (aparte) Não vá apanhar alguma coisa. (riu-se)
- Já vi que estás bem disposta. E ainda bem.
Ela estava a fazer as panquecas e eu pus-me a seu lado, e ela deu-me um beijo na bochecha.
- Traz-me aí o açúcar se fazes favor.
- E se não fizer? (fui buscar o açucar)
- Então terei de ir eu, não é Gabriel? Parvo. ( dei-lhe o açucar)
- Não ouvi a última parte, repete.
- Amo-te. (deu-me um beijo nos lábios e abraçou-me)
- Dá cá amor, eu faço isso. Vai-te sentar. ( e foi, sentou-se e começou a cantar. Nem vale a pena dizer que ela canta bem, pois, acho que é óbvio!) - Amor, ou te calas ou vou ter de ir eu calar-te, agora escolhe o que é melhor.
- O melhor mesmo é vires cá amor. (riu-se mas tapou a boca. Tirei a última panqueca e pu-la junta das outras no prato.)
- Já está. ( cheguei-me perto dela) Catarina, amor, explica-me: Porque tapaste a boca? (ela olhou para mim sem perceber. Suspirei) Sim, amor, quando sorriste. ( ela baixou a cabeça)
- Não gosto do meu sorriso. ( Nisto eu peguei-lhe ambas as mãos quentes, e feridas)
- Eu acho que devias gostar, é lindo. Tu és linda. E eu gosto de ti pelo teu interior, não por o teu exterior...
- Sim, Gabriel, não me venhas com essas coisas! Sabes tanto como eu... ( levantou-se)
- Que a beleza conta mais? Eu sei, mas para mim não. E eu amo-te, eu quero-te por aquilo que és Catarina, e o teu sorriso pode não ser perfeito para muitos, mas para mim é, porque é um sinal que estás feliz. É um sinal que antes de dormir e me vês, ficas satisfeita que eu esteja a teu lado para te proteger ( Cheguei-me perto dela e meti os meus braços à sua volta e abracei-a) É sinal que queres que eu aqui esteja, por isso, sorri. Sorri hoje. (Susurrei. Ela deitou uma lágrima, mas nada de mais.) Anda amor, vamos comer, puxei-a.
Senta-te, vou buscar as panquecas. ( Fui buscar as panquecas, leite e cacau em pó, ela já tinha posto a mesa) Queres quantas?
- Duas chegam. ( Meti três. Meti-lhe o leite no copo e o cacau em pó. Ela sorriu, normalmente. Sentei-me.) Eu tinha dito duas, mas três é perfeito. Tu és perfeito.
- A perfeição não existe Catarina. Agora come. Se quiseres alguma coisa diz-me, sim princesa?
Lançou-me um olhar, e eu sei que significou ( que me ama). Comemos tudo, arrumei a cozinha com ela, ela ainda cantava.
- Amor, vai meter música. Mete na MTV ou assim. Vai lá.
E eu fui. Faço tudo por ela, a minha princesa. Limpámos a cozinha, e fomos fazer a mala dela, a televisão continuava ligada e eram umas 11 e 20. Por aí.
- Amor, que queres levar?
- Roupa.
- Ora.( eu estava a seu lado. Na sua cama pousava um saco azul-escuro, para colocar lá dentro a sua roupa e tudo o que ela necessitaria.) Deixa estar amor, eu faço isto. Tu nem sabes onde estão as coisas! Não vale a pena.
- Sei sim. Ora, deixa-me ser útil.
- Sempre vais comigo Gabriel?
- Não posso Catarina.
Ela saiu do quarto e de seguida saiu de casa. Eu fiquei sentado, a pensar no que tinha dito ou feito de mal. A verdade é que eu não podia ir, e também eram 3 dias!
Ainda bem que gostaste, Gabriel :)
ResponderEliminarBem, está um textinho super amoroso! Que romântico, mesmo!
Abraço.