sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

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Espero não esconder o meu amor por ela, porque esconder algo desta imensidão com certeza é punível. Ela sempre foi o "tipo" de rapariga que todos os rapazes querem ter, mas apenas para andar a mostrar a nova "adquirição", eu... Não. Eu não sou assim. Ela não é pessoa que se note, e penso que isto seja um elogio. Penso realmente que o seja. Ela é linda, é inteligente, usa aparelho para os dentes, tem umas poucas sardas, e usas lentes. Mas ela não deixa de ser a minha Catarina por usar ou por não usar. A forma pode mudar, o conteúdo dificilmente o fará.
São 17:44 e estamos na sua casa. É sexta-feira, e está frio lá fora. Ela senta-se comigo no sofá, acabou de tomar banho, e eu estava demasiado cansado para o que fosse. A cabeça doía-me imensamente.
- Amor, dá-me lá uma almofada. Se fazes favor. ( dei-lhe a almofada ) Obrigado.
Continuei na mesma. Ela deitou a cabeça em cima do meu colo, com a almofada por baixo do seu cabelo louro. Olhou para mim, e deu-me a mão. Teve que me pegar nela, literalmente.
- Que se passa? Tu não pareces nada bem.
- Estou cansado, só isso. ( Sorri) Não te preocupes.
- Preocupo sim, queres-te ir deitar? Se quiseres vai. A sério amor, vai descansar. Eu não me importo.
- Não, deixa estar.
- Então se é para ficares assim... Não vale a pena.
Levantou-se e agarrou-me.
- Anda, vamos para a cama.
- Catarina, não quero ir dormir. Não quero, anda, ficamos aqui.
- Mas porquê? Estás feito parvo? Se estás cansado, tens de te deitar um pouco para recuperares amor. Deixa-te disso. Ou vens ou chateio-me contigo.
Levantei-me, e quando me levantei ela deu-me a mão e eu senti o seu cheiro. Eu vinha atrás dela, então agarrei-a por trás.
- Amo-te Catarina. Não me deixes.
- Também amo, mas agora vais dormir que amanhã temos que fazer amor. Está bem?
- Desde que durmas comigo, tudo bem.
- Não tenho sono, mas fico aqui a ler, pode ser?
- Desde que me dês a mão.
Ela sorriu e beijou-me na bochecha. O seu perfume emanou em mim como algo de novo, de intenso, de sensual. Tirei os sapatos e a camisa.
- Amor, vais dormir assim? Veste ao menos uns calções e outra blusa. Não se dorme com a roupa que vestimos durante o dia! 
- Pronto, dá-me lá aí os calções.
Ela abriu do Guarda-fato e tirou umas calças de pijama e uma blusa de manga comprida e deu-me. Eu vesti isso. E deitei-me na cama, tapei-me e ela também o fez. 
- Pensei que ias ler. 
- Mudei de ideias.  ( Sorriu e levou a minha mão até a minha barriga e pôs a sua em cima. Deu-me um beijo na face)
- Dorme amor.
e eu dormi, dormi até serem 22:23. Olhei para o lado e ela não lá estava.

( continua)

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