Somos tão sós que morremos da nossa própria esperança quando se encrava nas nossas costelas, tentando chegar ao nosso órgão mais completo: o coração. Mas o coração nem sempre bate, às vezes deixa de bater para poder dar lugar a outro tipo reacção: ele expande e torna-se menor. Tudo o que nós sentimos não passam de químicos espalhados pelo nosso cérebro, e actuamos de acordo com eles. E mesmo assim, achamos real o que vivemos. É tudo irreal, visto que a luz chega primeiro a nós que o som, então podemos ouvir algo que já vimos há algum tempo mas, como tais diferenças não são notáveis, não temos a noção de tais factos. A verdade?
Fazemos de algo irreal em algo real, e somos felizes com isso... Mas nunca seremos felizes com a realidade que fazemos para nós, porque por vezes tudo o que resta da luz e do tempo são ínfimos átomos de dúvida que pairam no ar, tentando encontrar quem os guarde no bolso ou mesmo outros átomos para que se desenvolvam e para que criem algo maior.
Adeus Gabriel, um beijinho grande e continuação de uma óptima escrita. Que tenhas sucesso e nunca percas o orgulho de quem és.
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